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O impacto da informação na Web 2.0 Por Renato Vinícius Filipov, Revista Moeda Viva, julho/2009
Criado em 2004 pela empresa norte-americana O'Reilly Media, o termo Web 2.0 rapidamente se popularizou, tornando-se referência para designar e classificar a nova geração de serviços disponíveis na internet a partir da utilização da web como plataforma. Em outras palavras, a maior oferta de banda larga, conexão mais rápida e simples para todos e computadores pessoais cada vez mais potentes permitiram aos navegantes da web a utilização de serviços nunca antes experimentados: wikipedias (enciclopédias colaborativas e gratuitas), blogs (páginas bem simples de serem atualizadas, mesmo sem qualquer conhecimento técnico de informática), redes sociais (Orkut, Facebook etc - locais onde os usuários possuem um perfil virtual, compartilhando fotos, amigos, discussões em fóruns), entre outros. Essa nova experiência que a Web 2.0 proporciona faz com que as pessoas passem cada vez mais tempo plugadas na internet. E o Brasil detém mais esse título mundial: segundo o IBOPE, em média, cada brasileiro dedicou mais de 66 horas em setembro navegando na internet. E grande parte desse tempo foi usada em alguns dos serviços da web 2.0 relacionados há pouco. Para citar mais um exemplo, é possível compartilhar e enviar mensagens para o Twitter, um serviço de microblog, até mesmo pelo celular. Há alguns anos atrás, a informação era transmitida ao público de uma forma quase vertical: os meios de comunicação (rádio, TV, jornais) transmitiam notícias às pessoas e essa informação era repassada poucas vezes adiante. Havia poucas fontes e o alcance era limitado. Tanto é que os telejornais transmitidos em horário nobre facilmente ultrapassavam os 40 pontos no IBOPE. Hoje, se chegam a 30 pontos, as emissoras estouram champagne. Com a Web 2.0, a informação nasce e viaja de forma diferente. Cada pessoa é uma fonte potencial de informação, publicando notícias em seus blogs, enviando mensagens nos fóruns e redes sociais, publicando vídeos etc. E para ajudar ainda mais, o universo 2.0 também estimula o compartilhamento dessas mensagens. Ou seja, quanto mais uma informação for repassada adiante, melhor para todos. Será? Os internautas adoram esse mundo compartilhado, onde todos fazem barulho e todos são ouvidos, mas um pequeno descuido pode baixar a guarda de sua empresa e uma informação cruzada pode levá-la ao nocaute. Um clássico exemplo do poder da Web 2.0: um (até então desconhecido) cantor canadense chamado Dave Carroll viajava com sua banda por Chicago (EUA) quando presenciou o seu violão sendo manuseado com total descuido pelos funcionários da companhia aérea. Chegando ao seu destino, constatou que o seu equipamento de US$ 3.500 havia sofrido sérios danos. Acionou a empresa que, apesar de não negar o ocorrido, recusou-se a assumir a responsabilidade pelo prejuízo. Sem acordo, de forma criativa e inteligente, ele resolveu criar três videoclipes contando o seu caso. A música, bem humorada e bem produzida, foi enviada para o YouTube, o canal de compartilhamento de vídeos mais acessado no mundo. A companhia aérea não levou o caso a sério, mas a repercussão desses vídeos foi colossal. Quase seis milhões de visualizações dos clipes afetaram diretamente a imagem da empresa, que após o fato tentou um acordo com a banda, mas nada mais podia ser feito. Como a informação se propaga rapidamente e de forma muito mais abrangente, citando novamente o caso do músico, ela não ficou restrita somente ao YouTube. Repercutiu também nos blogs, redes sociais, Twitter e em todos os outros canais online da internet. Estamos em uma nova era, e isso implica em mudanças de procedimentos e quebra de paradigmas. Se um adolescente escrever um artigo e publicá-lo em seu blog, e essa informação for do interesse de sua empresa, fique atento. As consequências da propagação e a repercussão que isso pode causar podem fugir do controle. Vale a pena investir em alguma forma de monitoramento para que os adolescentes, consumidores do futuro, propaguem uma imagem positiva de sua empresa ou serviço. Da mesma forma que um fato negativo pode arruinar a sua imagem na web, uma ação criativa e bem planejada pode divulgar a sua marca com um custo muito baixo e com uma abrangência enorme. Mais notícias: 08/05/2011 - O sucesso do Google Android19/11/2010 - A Revolução dos Tablets 02/09/2010 - Conectividade sobre rodas 01/08/2010 - A Geração Z e a Internet 08/06/2010 - O fenômeno chamado Twitter 24/04/2010 - Os tentáculos do oráculo virtual 25/01/2010 - Projeto Marisma é lançado na Campus Party 2010 13/11/2009 - A veracidade das informações na internet 05/07/2009 - O impacto da informação na Web 2.0 23/05/2009 - Tecnologias para o futuro do seu site 24/03/2009 - Como escolher e investir em ações pelo Home Broker 02/09/2008 - Smartphones: esteja conectado em qualquer lugar |
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