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Android: o robozinho do Google vem com tudo Por Renato Vinícius Filipov, Revista Moeda Viva, maio/2011
Ligado nesse mercado superaquecido, a empresa mais valiosa do mundo, o Google, também resolveu se mexer e investir pesado, tão pesado que abalou o segmento em menos de dois anos. Como de costume, tudo o que o Google faz merece especial atenção, e essa cartada também não foi diferente. Assim como a Apple sacudiu o mercado com o lançamento do seu iPhone 3G em 2008, a resposta veio em seguida, porém com outra ideologia. Enquanto a maçã de Steve Jobs era desejada nos lares de todos por ser um celular moderno, diferente, bonito e com forte ação de marketing, o robozinho Android de Larry Page, Sergei Brin e cia. avançava em outra direção. Ao invés de criarem um aparelho eles investiram em um sistema operacional para celulares, usando princípios antigos mas totalmente novos nesse ambiente móvel. Um sistema operacional (OS) para celulares é como o Windows ou Linux são para os computadores. Por muitos anos a Microsoft dominou esse mercado com o seu Windows Mobile (nos smartphones), enquanto a Nokia nadava de braçadas com o sistema Symbian nos celulares mais simples. Mas esse cenário está mudando radicalmente com a entrada do Apple iOS e Google Android na briga. Em pouquíssimo tempo (final de 2010) o Android já assumira a segunda posição, e em 2011 ele já é líder do mercado mundial de smartphones:
Abril/2011
Além dessas vantagens, a maior delas ainda está por vir: como utiliza uma plataforma aberta, os desenvolvedores de programas também costumam seguir a mesma lógica e criam programas mais facilmente e a custos baixíssimos, muitas vezes gratuitos também. É interessante ver a integração que ocorre com os serviços oferecidos pelo Google. Basta inserir o seu e-mail e senha para que todos os produtos usados no PC venham à palma de sua mão: GMail, Google Maps, fotos do Picasa, vídeos favoritos do YouTube, tradução de textos online, ferramentas colaborativas e muitas outras. Mas isso tudo tem um preço: o uso de internet é bastante alto e, nesse caso, é recomendado contratar um plano de dados bem generoso junto a sua operadora de telefonia móvel. Há vantagens e desvantagens em todos os cenários. Apesar de ser fácil e democrático criar aplicações para o Android, a execução de jogos ou aplicativos mais elaborados ainda fica devendo um pouco em relação ao iOS do iPhone. Porém, por não limitar o proprietário em nada (a Apple possui políticas muito agressivas e restritivas em relação ao seu sistema), além de abrir páginas de internet com Flash e outros recursos não suportados pelo iPhone, a tendência é que tenhamos cada vez mais adeptos e fãs do novo sistema do Google a cada momento. Se hoje falamos muito de iPad, iPod, iPhone e outros "is" por todo lugar, em pouco tempo teremos que nos preocupar também em entender e pertencer a esse novo universo móvel do Google. É uma briga saudável e que nós - consumidores, desenvolvedores ou empresários - só temos a ganhar. Mais notícias: 08/05/2011 - O sucesso do Google Android19/11/2010 - A Revolução dos Tablets 02/09/2010 - Conectividade sobre rodas 01/08/2010 - A Geração Z e a Internet 08/06/2010 - O fenômeno chamado Twitter 24/04/2010 - Os tentáculos do oráculo virtual 25/01/2010 - Projeto Marisma é lançado na Campus Party 2010 13/11/2009 - A veracidade das informações na internet 05/07/2009 - O impacto da informação na Web 2.0 23/05/2009 - Tecnologias para o futuro do seu site 24/03/2009 - Como escolher e investir em ações pelo Home Broker 02/09/2008 - Smartphones: esteja conectado em qualquer lugar |
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